ARGUIÇÃO

A avaliação pressupõe a utilização de métricas que balizam tanto o desenvolvimento quanto o conhecimento adquirido do alunado. Com a avaliação podemos dimensionar e medir o quanto cada aluno avançou e superou suas dificuldades, venceu barreiras e, ao contrário, o quanto que ainda lhe falta para atingir objetivos e metas.
Os recursos avaliativos são variados e  para cada etapa escolar da vida, há um apelo diferenciado que clama pela capacidade de superação de experiências já conhecidas  e realizadas, de modo que o aluno  avance mais um pouco em suas habilidades de potencialidades.
Quanto mais o aluno sobe na escalada da escolarização, novos desafios avaliativos lhe são apresentados. A arguição oral é um deles.
Não podemos deixar de considerar que quando um professor de ensino fundamental e médio lança um tema que já foi estudado e resolve fazer uma “chamada oral” para sua turma, neste momento está acontecendo um processo de arguição oral dos alunos, no sentido de que estão se organizando mentalmente em suas ideias e conteúdos estudados para responder às questões levantadas pelo professor.
Neste caso, em particular, o professor traz o tema e os alunos deverão argumentar sobre o mesmo, respondendo um a um, de acordo com a chamada de seu nome (daí o termo chamada oral – cada aluno é solicitado através de seu nome a responder tais questões) e da questáo solicitada.
De toda maneira, o processo de exposição ou arguição oral ocorre em uma situação formal de comunicação e este mecanismo é utilizado como ferramenta para desenvolver a oralidade, o plano discursivo e a capacidade de interna de o aluno elaborar ideias.
O modelo de avaliação chamada oral acima citado é muito temido entre os alunos, especialmente quando o professor lança mão deste recurso sem avisar previamente. Geralmente, a finalidade é apenas checar se o aluno sabe ou não a resposta. Não há, neste formato, diálogo para reconhecer as dúvidas e possibilidades de repensar as respostas ou ter auxílio do professor com questões guias.
A arguição oral propriamente dita já traz em si outra perspectiva de avaliação. Nesta, o indivíduo tem o conhecimento aprofundado em determinado tema, realiza uma pesquisa com bases científicas, embasada em padrões rígidos de organização e apresentação do conhecimento estudado e analisado e, mediante um grupo de pessoas especialistas na área sejam professores, técnicos, empresários, defende seu tema com o rigor científico.
Estes processos de arguição geralmente ocorrem quando o indivíduo almeja um grau de notoriedade do saber em determinado assunto ou também quando necessita avançar em seus estudos e/ou carreira.
A avaliação da arguição oral é determinada pela amplitude com que o indivíduo desenvolve a temática pesquisada, sua coerência, seus recursos, sua fundamentação teórica, o quanto conhece do assunto e se sente firme para apresentá-lo a um grupo de pessoas especialistas.
Assim, a capacidade de desenvolver uma ideia oralmente, demonstrando conhecimento, argumentando e contra-argumentando as questões lançadas pelos professores e/ou especialistas, faz com que o aluno, ao final, consiga provar e mostrar-se profundo conhecedor do tema em discussão.

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